Síndrome Cubana, o mal que assola Brasil

A situação política do Brasil pode ser cognominada de “SÍNDROME CUBANA”, e teve início logo após a inauguração de Brasília pelo Presidente JK, no firmamento brasileiro, só uma estrela brilhava, e era a de JK.

Antes de prosseguir neste levantamento de memórias e recortes de jornais e revistas que possuo, convêm, a bem da lisura profissional lembrar que estou usando uma crônica de Murilo Melo Filho, membro da Academia Brasileira de letras, publicada no JB, a 23 de agosto de 2006, que relatou a viagem de Jânio quadros a Cuba, para o “beija-pé” dos Castro’s, ato de submissão a que se acostumaram certos políticos brasileiros. Continuemos:

“Aí os lideres janistas articularam uma viagem de Jânio a Cuba, já sob o governo de Fidel, para ressuscitar sua candidatura, então esvaziada. Num Super-Constellation, fretado à Varig e pilotado pelo Comandante Antônio Chittini, saímos do Rio para Havana, com um perigoso pouso em Fortaleza: Adauto Cardoso, Afonso Arinos, Castilho Cabral, Augusto Marzagão, José Aparecido de Oliveira, Carlos Castelo Branco, Vilas-Bôas Corrêa, Fernando Sabino, Marcio Moreira Alves, Helio Fernandes, Amaral Neto, Paulo de Tarso, João Dantas, Moniz Bandeira, Rubem Braga, Seixas Dória, Julião, Carlão Mesquita, Jânio, D. Eloá, Tutu e eu.(Murilo Melo Filho)

A bordo, bebeu-se tanto uísque que um dos companheiros desceu em Havana em coma alcoólico, recuperando-se depois num hospital.

Fidel nos esperava no aeroporto, com um conjunto de mariaches e suas rumbas. E nos explicou, quando entramos no Hotel Habana Riviera; – confisquei-o. Pertencia ao mafioso Meyer Lanski, que devia muito dinheiro ao povo de Cuba.

Ali ficamos uma semana, durante a qual um grupo de companheiros, inclusive eu, (Murilo Melo Filho) fizemos uma extenuante viagem de três dias s Sierra Maestra, onde começara a revolução contra Fulgencio Batista e onde nos contaram comoventes histórias sobre o heroísmo dos revolucionários.

Na véspera da nossa volta de Havana, o embaixador Vasco Leitão da Cunha ofereceu-nos uma recepção na Embaixada brasileira. Fidel, que descera de Sierra Maestra para ir a essa recepção, deu por falta do seu revólver, surrupiado de cima de um móvel no qual o deixara.

Esse revólver, com cabo de madrepérola, era de muita estimação para Fidel. Fora-lhe presenteado pelo ministro soviético Anastas Mikoyan, mas se viu ‘transferido’ para aas mãos de um brasileiro colecionador de souvenires. Eu (Murilo Melo Filho) sei quem foi ele, porque o vi esconder a arma na cintura, embaixo do paletó. Mas, se enquanto viveu, jamais revelei seu nome, muito menos o revelaria agora, quando já está morto.

A segurança fez uma rigorosa varredura nas dependências da embaixada, mas encontrou apenas a cartucheira. O revólver não. Fidel não disfarçou seu desgosto por aquele sumiço e passou a narrar a Jânio a seguinte história: – Nós queríamos nacionalizar uma empreza ou um banco americano e o Dr. Manuel Urritia, que nós havíamos empossado na presidência, era contra. O senhor sabe o que eu fiz, Dr. Jânio? Eu renunciei ao meu posto de Primeiro-Ministro. Quando o povo soube da minha renúncia , veio para esta praça, aqui em frente, e acampou três dias e três noites, exigindo minha volta. Então voltei ao meu cargo, demiti o Dr. Urritia, mandei-o para Miami e o substituí pelo Dr. Oswaldo Dorticós.

(E continua o Murilo) Assistiram a essa conversa, do começo ao fim: Raul Roa, Che Guevara (aspirando uma bomba de asmático), Raul Castro e Dorticós, do lado cubano. E Adauto Cardoso, Afonso Arinos, Castilho Cabral, Amaral Neto e eu (Murilo Melo Filho), do lado brasileiro.

Na viagem de volta, com uma escala em Caracas, e sentado lá atrás, no último banco do avião, Jânio me chamou (a ele Murilo Melo Filho) para a cadeira ao lado, rodando uma dose de uísque puro entre as mãos, ed perguntou: – Você ouviu, Murilo, o que o primeiro-ministro Fidel Castro contou? Ele renunciou e o povo veio para a rua exigir a sua volta .

Eu (Murilo Melo Filho9 tenho hoje absoluta convicção de que aquele episódio narrado por Fidel em Havana ficou na cabeça de Jânio e contribuiu muito para que ele, um ano e três meses depois, renunciasse à Presidência da República, naquele dia 25 de agosto de 1960, portanto, há 46 anos (contagem de tempo desde o ocorrido até o dia da crônica ser publicada) que se ‘completaram esta semana’.

Tanto assim é que, já tendo renunciado e ao chegar a Cumbica, ido de Brasília, recebido no aeroporto pelos governadores Magalhães Pinto, Ney Braga e Aluizio Alves, Jânio perguntava dentro do avião, em altos brados: – e o povo? Onde está o povo que não veio me buscar?

Está é a minha tese (de Murilo Melo Filho9 para o dia em que Jânio renunciou.

Como vemos, Cuba já fez a cabeça de muito politico brasileiro e quando a coisa dá errada uns acusam as “forças oculta” outros seu estado a amnésia.

Queremos o Brasil livre desse tipo de influencia. Antes que viremos uma “ilha” cercada por todos os lados de corruptos aspirantes a ditadores.

Henrique Luiz, um eleitor.

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Sobre healsilu1947

Sou Cidadão português, nascido nd Ilha Terceira, Açores.
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