Furleyismo; o que é

“Furleyismo”, o que é ? – Esta pergunta foi recebida via e-mail, como o remetente assim o fez, e não no proprio faceboock, respeitarei a vontade de meu interlocutor preservando sua identidade. Recentemente usei no facebock, essa expressão quando me referi a um pronunciamento feito por uma senhora – historiadora – durante a solenidade do 159º aniversário da Estrada de Ferro Mauá, em Guia de Pacobaíba – 5º Distrito de Magé, dia 11 de maio.
Tal expressão – leologismo?- nasceu como fruto de uma luta travada, junto a outras pessoas preocupadas com a educação de seus filhos, em 1997/1998, para mostar que um trabalho de história, elaborado pelo professor Mário Furley Schimidt, estava na contramão do ensino de História do Brasil, usava e abusava do deboche e de termos coloquiais para retratar figuras e fatos históricos. No item dedicado à História do Brasil, por exemplo, a Princesa Isabel é chamada de “feia como a peste e estúpida como uma leguminosa”. O Duque de Caxias, o Almirante Tamandaré e o Conde D’Eu foram retratados como invasores e assassinos covardes, nossos antepassados, formadores da nação Brasileira, eram trogloditas, assassinos e estupradores. Nossas avós, megeras mutiladoras, (pagina 37) outras burras e servís. (pagina 74) Linguagem que não se usa nem em gibis.
À guisa de desculpa, o professor Furley afirmou: “Meu objetivo é seduzir o aluno. Por isso uso uma linguagem provocativa que, muitas vezes, é apenas uma brincadeira”. A professora Maria Manuela Alvarenga, ex-Diretora do Centro de Aplicação da UFRJ, assim se manifestou: “Você não pode transformar a História do Brasil numa história de mau gosto. Exercitar a reflexão crítica do estudante não tem nada a ver com esse tipo de engodo”. O titulo da obra, 4 volumes, é: Nova História Crítica do Brasil, da Editora Nova Geração.
O conteúdo mostra-se inoportuno, incoerente para o fim a que se destina, desorienta nossa juventude, agride o passado histórico de personagens da História do Brasil, transforma-os em algozes, leva os jovens à vergonha da nacionalidade de seus ancestrais. Não conheço aberração igual em nenhum outro país.
Pela internet, (projeto reeducar – entidade não governamental) foi lançada uma campanha de conscientização de pais de alunos, bem como procuramos esclarecer que tais impropriedades fazem confusão aos educandos.
A 06 de março de 1998, enviamos ofício ao Ministro da Educação e do Desporto, com cópias ao Secretário de Estado de Educação e ao Secretário Municipal de Educação, do municipio de Petrópolis, cidade onde residia na ocasião.
A 14 de abril de 1998, recebemos telegrama do Chefe de Gabinete, Sr. Edson Machado de Souza que, por determinação do sr. Ministro, dava-nos ciência das providencias tomadas.
Pelo oficio 314/98, da Secretaria de Educação de Petrópolis, assinado pelo Sr. Octávio Ernesto Gouveia da Silva Leal, titular da Secretaria, tomamos conhecimento de que os referidos livros seriam retirados das salas de aula, sendo substituidos por outros mais apropriados à idade dos estudantes.
Em defesa do trabalho, recebemos carta do Professor Francisco A. Eccard, embora reconhecendo nosso direito quanto à discordancia, reclamava da “dureza” de nossa reclamação. No ano letivo seguinte, 1999, a substituição foi feita.
Em 2008, tal trabalho voltou às prateleiras das papelarias, revisto, com uma nota muito zangada do seu autor. Semeou tempestade colheu o que merecia.
Novamente recebeu questionamento. O professor Furley, com seu linguajar vituperino, de certo não agradou aos que, atentos à educação de seus filhos, não aceitaram este tipo de envenenamento cultural. “Furleyismo”, passou a designar pessoas/trabalhos expostos ao público em cujo conteúdo se observa furor contestário à deriva, prazer mórbido de debochar e ofender.
Mas não foi só este professor que enveredou pelo caminho do escárnio.
A psicologa Marta Batista Leite, estranhou quando, numa visita ao Museu do Ypiranga – SP, com os filhos adolescentes, ouviu os garotos comentarem que Dom Pedro I “estava mostrando o sovaco” inqueridos pela mãe sobre tal comportamento, eles disseram que aquilo estava num livro de História. Vulgaridade tem limites!
A professora Vânea Leite Fróes, da UFF, autora de uma pesquisa sobre erros de livros didáticos, diz que tornar a linguagem mais acessivel para o leitor jovem, não é sinônimo de vulgarizar as questões abordadas pelo historiador. E acrescentou: “História não é folhetin ou panfleto”. Isso tudo só reflete o triste empobrecimento geral do ensino.
Sem medo de errar, podemos afirmar que a História do Brasil vem sendo reescrita segundo os cânones de desgastadas correntes materialistas. Milhões de nossos jovens são submetidos, a cada dia, ao ensino de uma contra-história.
Aos poucos, através de hábeis artifícios psicológicos e propagandisticos, o brasileiro vai perdendo a legitima ufania de sua brasilidade. É indispensavel a vigilância permanente, os jovens brasileiros, deixando de estimar devidamente o seu próprio País, estão sendo levados a, mais cedo ou mais tarde, se submeterem, como se fossem salvificas, às imposições provindas de qualquer organismo internacional.
O Brasil acabaria por se envergonhar daquilo que os outros o invejam.
Sobre esse tipo de ensino, o jornalista Jânio de Freitas assim se manifestou na Folha de São Paulo, numa crônica intitulada – O Brasil Chafurdado – publicada a 23 de abril de 2000. “ O Brasil está apodrecendo fisica, moral e mentalmente: nele está crescendo tudo o que devasta uma sociedade e um país, e não cresce nem um só fator em outro sentido”.
É contra isto, que um grupo de pessoas comprometidas com a cultura brasileira luta. Recentemente, este tipo de historiador reles foi desmascarado cientificamente, com a exumação dos restos mortais de SAI Dom Pedro I (12-10-1798 / 24-09-1834) e da Imperatriz Dona Leopoldina (22-01-1797 / 11-12-1826), provando-se o embuste histórico que por mais de um século foi foi ensinado nas escolas brasileiras. Senhores pais, fiquem vigilantes no se se referir à educação de vossos filhos, não deixem que sejam envenenados por essas mentiras.
Henrique Luiz – Um simples soldado, nas fileiras do amor poético ao Brasil.
FONTE =Autores já citados no texto, nosso arquivo pessoal, Leticia Helena, Lisandra Paragussú, citações de D. Luiz de Orleans e Bragança, à Biblioteca Municipal de Petrópolis, com profundo respeito, nosso agradecimento. Guia de Pacobaíba, maio de 2013.

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Marquês de Pombal

A 13 de maio de 1699, nasceu Sebastião José de Carvalho e Melo, Conde de Oeiras e Marquês de Pombal, tendo falecido em 05 de maio de 1782.
O Marquês de Pombal tinha na sua genealogia uma trisavó de nacionalidade brasileira. Eis o que nos conta Mário Melo, em uma crônica, parte integrante do livro Relances da História, coligido e publicado pelo Almirante-Médico da marinha Brasileira, e poeta, Olavo Dantas.
“ A 3 de fevereiro de 1639 falecia em Lisboa o franciscano Frei Paulo de Santa Catarina, trisavô do Marques de Pombal.
Isto dito assim dá a entender que o fidalgo Sebastião José de Carvalho e Melo, conde de Oeiras e Marquês de Pombal, o famoso político que enfrentou os jesuítas e os expulsou de Portugal, e seus domínios, era sacrílego de sangue, descendente direto de frade.
Nada disso. O Marquês de Pombal tinha ascendência legal e uma quota de sangue indígena de Pernambuco, em consequência do romance de Jerônimo de Albuquerque, o Torto, com a princesa tabajara Muirá-Ubi, filha do grande Arco-Verde.
Esse frei Paulo de Santa Catarina, foi, antes de professar, D. Paulo de Moura, casado com a mameluca Isabel de Albuquerque, fruto dos amores de Jerônimo de Albuquerque, com sua salvadora, a princesa Arco-Verde.
D. Paulo de Moura casou-se aqui com a pernambucana D. Brites de Melo e desse consórcio teve uma filha, nascida em Olinda e que tomou o nome de Maria.
Quando em tenra idade, ficou órfã de mãe. D. Paulo, seu pai, levou-a para Portugal a fim de educar-se com os parentes paterno e, roído de saudades da mulher que perdera, resolveu tomar o hábito franciscano e afogar na penitência as mágoas. Viveu ainda 61 anos com o burel de São Francisco, que pela primeira vez vestira em 1632.
Sua filha Maria casou com o fidalgo Francisco de Mendonça Furtado. Foram estes avós de Sebastião José de Carvalho e Melo, Conde de Oeiras e posteriormente Marquês de Pombal, uma das maiores figuras de Portugal do século XVIII.
Quem sabe se não teriam sido as gotas de sangue tabajara brasileiro que lhe fortaleceram o ânimo para enfrentar a mais poderosa organização de seu tempo, a Companhia de Jesus?”
Com esta crônica de Mário Melo, secretário perpétuo do Instituto Histórico e Geográfico de Pernambuco e da Academia Pernambucana de Letras, mais firme estou na apreciação do meu líder político; o Marquês de Pombal, aliás, para desespero de seus desafetos, Conde de Oeiras, Marques de Pombal e Príncipe Tabajara. Alguns políticos mui canalhas de sua época debochavam a falta de sangue azul no Marquês, pobres coitados, antes dos demais títulos, já nascera Príncipe.
Após a expulsão dos jesuítas de Portugal e todos os seus territórios de Além-mar, o Marquês de Pombal foi excomungado pelo Papa que governava a igreja naquele tempo.
O Papa mandou a Portugal um cardeal, seu embaixador, para entregar a bula de excomunhão, caso o Marquês não voltasse atrás em sua decisão.
Avisado da presença de tão ilustre príncipe da igreja, Pombal marcou a entrevista na Torre de Belém, símbolo do poderio marítimo e político do reino.
Ao recebe-lo, Pombal fê-lo na parte superior da Torre, com plena vista para o majestoso Rio Tejo. Mandou chamar o comandante militar da Torre e ordenou-lhe que apontasse todos os canhões para Roma. O oficial, mui respeitosamente, disse que o faria em seguida porém pedia permissão para dar uma informação. Autorizado, disse: Senhor Primeiro Ministro, as balas de nossos canhões não passarão da outra margem do Tejo.
Com esta informação, o Marquês virou-se para o cardeal-mensageiro e disse-lhe: olhe cardeal, se as balas dos canhões portugueses não chegam ao Vaticano, a excomunhão do Papa não chega a Portugal, volte pra casa.
Realmente sou fã incondicional do Marquês do Pombal, ele foi genial !!!
Com o falecimento d’el-rei D. José I, assumiu o trono português sua filha, D. Maria I. D. Maria foi uma mulher sofredora, perdeu o marido e o filho mais velho, príncipe herdeiro, prisioneira do poder Papal, D. Maria sucumbiu às pressões e demitiu o Marquês de Pombal do cargo de Primeiro Ministro, entregando-o ao poder judiciário que, também temente e acovardado, submeteu-se ao poder papal, condenando-o ao desterro. Assim, Sebastião José de Carvalho e Melo, desterrado para suas terras em Pombal, foi proibido de “pisar terras de Lisboa”, pelos juízes com medo das penas do Inferno.
Certo dia, precisando de tratar assuntos em Lisboa, mandou encher um carroção com terras de sua Quinta e abalou rumo à capital do V império. Em lá chegando foi ameaçado de prisão, caso não retorna-se imediatamente. O Marquês, dirigindo-se enfaticamente à autoridade que o intimava respondeu-lhe: oiça lá, a sentença impede-me de pisar terras de Lisboa, a terra em piso é minha; é de Pombal !
Isto dito prosseguiu viagem, tratou dos assuntos que urgiam e, sorridente, o Dr. Advogado e Marques de Pombal, voltou à sua Quinta em Pombal.
É, tivesse Portugal, em dias de hoje, este Estadista e não estaria na “merda” em que se encontra.
Henrique Luiz – Um admirador de Sua Alteza o Príncipe Tabajara, Sebastião José de Carvalho e Melo. Marquês de Pombal
Henrique Luiz – um admirador

 

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Horrores de Magé

Horrores de Magé. Um leitor, frequentador deste espaço, a quem agradeço, disse em sua mensagem que não conhecia a história dos Horrores de Magé, que mencionei em crônica recente, ainda deixou uma pergunta: “Henrique, você é monárquico ?” . Meu caro, mantendo minha posição de não mencionar nomes sem a devida autorização de meu interlocutor, informo que sim; eu sou monárquico com muito orgulho e, acima de tudo com convicção.
O assunto Horrores de Magé, mencionado na citada crônica, é fato real, aconteceu, mas tais horrores não foram exclusividade de Magé, cuja chaga ainda sangra, Santa Catarina e Rio Grande do Sul também passaram por situação sofredora.

“Ao tempo do Brasil Império, nossa Pátria ocupava posição de Primeiro Mundo no conceito das nações. O brasileiro geralmente desconhece esse fato porque os governos republicanos, durante um século, propositadamente fizeram questão de omiti-lo e deturpa-lo no ensino primário e secundário. Quem por exemplo aprendeu no Colégio que dom Pedro II tinha tal conceito internacional que foi diversas vezes convidado para arbitrar questões entre as grandes potências da Europa? Onde foi ensinado que a inflação média, nos 67 anos de Império, só atingiu 1,58% ao ano? Qual professor procurou mostrar a seus alunos nosso desenvolvimento industrial (depois interrompido longo tempo pela República) no reinado de dom Pedro II? Qual mestre transmite a seus discípulos a verdade sobre a escravidão? Que pela ocasião da Lei Áurea, o percentual de ainda escravos, na população negra, era mínimo? E que, assim era, porque dom Pedro I, dom Pedro II e a princesa Isabel foram os maiores inimigos da escravidão? E que não a tinham abolido à mais tempo porque o Brasil era uma Monarquia Constitucional e não absolutista; portanto, as leis dependiam do Parlamento.” Otto de Alencar Sá Pereira, professor de História na UCP. Sim, meu caro leitor, eu sou, conscientemente, Monárquico.
A implantação do sistema republicano no Brasil, feita a ferro e fogo, espalhou pelo país, espalhou o terror pelos assassinatos e saques próprios de bárbaros, não de gente civilizada.
Magé é uma importante cidade brasileira. Ao tempo de Brasil colônia, em 1802, foi cabeça de Coroa, em 1810 Baronato, em 1811 foi elevada a Viscondato, no Império foi cidade modelo. Veio a república, foi palco de horrores, no decorrer da revolta da armada, onde as forças do almirante Saldanha e seus oponentes, impuseram o terror do saque, do assassinato e destruição. Qual o motivo? em Magé havia fartura e riqueza, em virtude de muito trabalho e dedicação de seus fundadores, descendentes e habitantes!!!
Infelizmente não foi só Magé a vítima da insanidade do ditador Marechal Floriano Peixoto e seus partidários.
A expulsão do País, de forma infame, da Família Imperial Brasileira, foi motivada pelo medo que os amotinados tiveram de uma revolta popular, que respeitava o Imperador e sua família. Com a renúncia do Marechal Deodoro (15/11/1889 – 23/11/1891) assumiu o vice-presidente Floriano Peixoto, também Marechal (23/11/1891 – 15/11/1894). A constituição previa que, neste caso, deveria ser convocada nova eleição. Floriano, prevendo sua derrota, tratou de impor-se pela força do terror das armas, sufocando uma revolta chefiada pelo sargento Silvino de Macedo na Fortaleza de Santa Cruz. Em abril de 1892, treze generais mandaram-lhe uma mensagem intimando-o a proceder à eleição do Presidente da República, “ crentes como estão que só com a eleição do Presidente da República, feita quanto antes, como determina a Constituição Federal e a lei eleitoral, porém, livremente, sem pressão da força armada, se poderá restabelecer prontamente a confiança, o sossego e a tranquilidade da família brasileira e bem assim o conceito da República no exterior, hoje tão abalado …”
O Marechal Floriano, inebriado pelo Poder Politico que possuía, logo reagiu. Reformou os generais signatários da mensagem, e no mês seguinte desterrou para as fronteiras da região amazónica vários civis e militares que promoveram uma manifestação popular. Durante todo o período que passou à frente do governo, assinou sempre como vice-presidente no exercício da Presidência da República.
Não foi só Magé que sofreu as consequências dos desmandos de Floriano, no Rio Grande do Sul as lutas partidárias transformaram-se em uma longa e sangrenta guerra civil. Dividia-se politicamente o Rio Grande do Sul entre os castilhistas (pica-paus), partidários de Júlio Castilho, presidente do Estado, e os federalistas (maragatos) chefiados por Silveira Martins, com o apoio de João Nunes da Silva Tavares, barão de Itagi, e do caudilho Gumercindo Saraiva.
Foi um período muito difícil para os gaúchos, muito sangue irmão regou o solo daquela parte da nação Brasileira.
A revolta da armada em 1893, deu-se pelo velho desentendimento entre a marinha e o exército, Floriano não confiava na marinha. O Almirante Wandenkolk, presidente do Clube Naval e elemento de prestigio, tentara ajudar, com alguns navios os federalistas do Rio Grande do Sul, sendo aprisionado em Santa Catarina pelo Cruzador República. Não faltaram acusações por parte dos simpatizantes de Floriano e republicanos mais exaltados; apontou-se como uma traição à República e tendência restauradora da Monarquia. Na noite de 5 para 6 de setembro de 1893, o almirante Custódio de Melo, ex-ministro de Floriano, dirigiu-se com vários oficiais e alguns deputados federais para bordo do Aquidabã, onde içou a bandeira da revolução que visava a restaurar o império da Constituição, conforme declarava o manifesto então divulgado.
Três navios sob o comando do capitão-de-mar-e-guerra Frederico Lorena, conseguiram sair da baía da Guanabara, aliando-se os revoltosos aos federalistas do Rio Grande do Sul. Esses já haviam invadido o Estado de Santa Catarina, em cuja capital Desterro, hoje Florianópolis, foi então instalado um governo revolucionário. Enquanto isso, a grande maioria dos navios, muitos imprestáveis e incapazes de moverem-se sozinhos, mantinham-se na baía da Guanabara trocando tiros diários com as baterias postadas nos morros e nas fortalezas, massacrando, inclusive, a população civil, que a tudo assistia sem nada a fazer.
Em outubro, entretanto, a fortaleza de Villegaignon passou-se aos revoltosos, que contariam também, em dezembro, com a adesão de Saldanha da Gama, de tendências monarquistas e prestígio entre a oficialidade mais jovem. Melhorara um pouco a causa revolucionária, porém não conseguiram os revoltosos um desembarque que lhes permitisse a organização de forças terrestres.
Vendo Saldanha da Gama que lhe seria impossível resistir, juntamente com sua oficialidade e seus marinheiros, pediu asilo a dois navios portugueses que se achavam no porto. A revolução, entretanto, continuaria ainda no extremo Sul.
Dirigindo-se também ao Rio Grande do Sul, tentou Custódio de Melo tomar a cidade de Rio Grande, dispondo para isso do cruzador República, quatro navios mercantes armados e dois mil homens em tropa de desembarque. Não o consegue, pois o governo de Júlio de Castilhos preparara-se suficientemente para a defender aquela cidade gaúcha.
Em Santa Catarina, entrementes, a nova esquadra governista, comandada por Jerônimo Gonçalves, torpedeia o couraçado Aquidabã, cuja tripulação, conseguindo salvar-se, ainda tenta juntar-se às últimas tropas revolucionárias. Não podendo resistir, estes bravos amantes da legalidade na pátria acaba internando-se no Uruguai e na Argentina. Fracassara a Revolta da Armada.
Salvara-se a República. Lamentavelmente, porém, revestiu-se de tremenda crueldade a vingança empreendida pelos republicanos, como o general Everton Quadros no Paraná e o coronel Moreira César em Santa Catarina, contra os revolucionários vencidos.
Em santa Catarina foram fuzilados sumariamente muitos revolucionários, entre eles o Marechal Barão de Batovi e o capitão-de-mar-e-guerra Frederico Lorena. No Paraná seria sacrificado injustamente o Barão do Cêrro Azul.
Fuzilamentos no cemitério, ao pé da cova já aberta, mancharam a causa republicana. Floriano consolidava a República, manchada pelo sangue dos muitos que, por amor à Pátria Brasileira, acreditavam que este tipo de ação, além de covarde, punha o Brasil na contramão do seu progresso.
Brasil, muito por te amarem deram a vida, muito ainda o farão.
(FONTE: Os bons livros que disponho em minha modesta biblioteca, que estará sempre a serviço da boa causa chamada BRASIL.

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Magé é uma importante cidade brasileira. Ao tempo de Brasil colônia, em 1802, foi cabeça de Coroa, em 1810 Baronato, em 1811 foi elevada a Viscondato, no Império foi cidade modelo. Veio a república, foi palco de horrores, no decorrer da revolta da armada, onde as forças do almirante Saldanha e as do – ditador – Floriano Peixoto, impuseram o terror do saque, do assassinato e destruição. Qual o motivo? em Magé havia fartura e riqueza, em virtude de muito trabalho e dedicação de seus habitantes!!!
Magé, apesar de todos os sofrimentos que passou, continua sendo uma bela Dama, que olha de frente o mar, esperando boas novas. É a esta Dama do Brasil, que resolvemos dedicar o tempo que nos for reservado pela vida; seu passado histórico e suas belezas naturais, são atracões irresistíveis a quem, como este modesto amante à moda antiga, a olha com olhos enfeitiçados.
Mas este amor não nasceu por acaso. Certo dia, lá em 1968, minha filha apareceu com um problema de pele. A homeopatia e a alopatia, foram portos ancorados em busca de tratamento. Minha menina não reagia aos remédios nem às “mezinhas” indicadas. Um dia, certo amigo perguntou-me se eu já a tinha levado para um banho de lama medicinal da Praia do Anil (Guia de Pacobaíba 5º Distrito de Magé).
A resposta foi negativa, e ele assegurou-me que daria resultado. Lá fomos até à Praia do Anil, num certo domingo de manhã, estava cheia de gente de todas as idades, algumas pessoas pareciam hipopótamos em banho de lama.
Por três fins-de-semana retornamos e – acreditem ou não – as “escamas” do corpo de minha filha, regrediam. Foi da lama? dos remédios já usados? Não sei mas, grato pelo que via e a quem me indicara aquele “tratamento” prometi a mim mesmo que um dia, assim que pudesse, teria uma casinha por estas bandas, quem sabe para embalar meu envelhecer. E aqui estamos nós, numa casinha pequenina, com um belo quintal; temos frutas regionais muito saborosas: jambo, dois tipos de manga, pitanga, carambola, jaca, limão e, já rodando a saia, um pé de romã. Para zelar por nós, nossos três “anjinhos”, Feliz, Fiel e o pai Maroto.
Quanto à Praia do Anil e suas areias; infelizmente não podem mais socorrer os que dela possam precisar. Na madrugada de 18 de janeiro de 2000, em consequência de um vazamento de óleo – cerca de 4 milhões de litros de óleo cru – em uma das tubulações (PE-2) da refinaria instalada em Duque de Caxias, município vizinho, na Baía de Guanabara. A mancha, com mais de 50 quilómetros quadrados, prejudicou nossas praias, o manguezal, inúmeras espécies da fauna e flora, e, evidentemente, causou graves prejuízos no campo social e económico da população do entorno da Baía de Guanabara. A pesca e o turismo continuam pagando elevado preço pelos danos causado. O que diz a PETRÓBRAS ? se alguma informação souberem agradeço que me repassem!!!
Se choramos tais prejuízos, ainda guardamos – mesmo sem o devido zelo de quem tem a obrigação de o ter – locais que, no calor do verão, são verdadeiro oásis: as cachoeiras do Monjolo e do Véu da Noiva, e o poço do Tamanqueiro, além de outras áreas maravilhosas, pena que, como já referi, não recebem as atenções devidas.
Às vésperas de comemorar o 448º aniversário, é conveniente, e justo, lembrarmos seus desbravadores.
Em 1565, após a expulsão dos franceses da Baia de Guanabara, Simão da Mota foi agraciado por Mem de Sá com uma sesmaria e construiu sua moradia na localidade conhecida como Morro da Piedade, próximo ao porto do mesmo nome, a alguns quilómetros da atual sede de municipal. Tempos depois, Simão da Mota e outros colonos portugueses, acompanhados por familiares e escravos, mudaram-se para a localidade chamada Magepe-Mirim (Pequeno cacique) onde se originou a cidade de Magé. Na região, viviam os nativos da tribo Tamoios.
O povoado foi elevado à categoria de Freguesia em 1696. Em 1755, a localidade de Nossa Senhora da Guia de Pacobaíba, foi reconhecida como Freguesia. PACOBAÍBA = terra de banana ruim, em linguagem nativa.
Em consequência do empreendedorismo dos colonizadores e da fertilidade do solo, Magepe-Mirim e Guia de Pacobaíba, como é conhecida, passaram a usufruir de invejável situação econômica no período colonial, a contribuição do trabalho dos escravos, que era em grande número, contribuiu para o desenvolvimento da agricultura. Em 1789, por determinação do Vice-Rei D. Luiz de Vasconcelos e Souza, Magepe-Mirim passa à condição de Vila, tendo, nesta altura a alteração do nome: Magé, bem como os nomes de seus distritos: Aguapei-Mirim passa a chamar-se Guapimirim, Sururuí passa a chamar-se Suruí, Anhum-Mirim passa a chamar-se Inhumirim, só o 5º Distrito permanece Pacobaíba, a adição de “Guia”, vem do nome religioso N. Sª. Da Guia. É aqui que em 1854, nasce a primeira estrada de ferro do Brasil, pela vontade do empreendedor maior do Brasil; Irineu Evangelista de Souza, Barão e Visconde de Mauá.
Em profundo lamento, Gustavo Meirelles desabafa: (in Jornal Milénio / junho2012) “ Vivemos complexa realidade, possuímos 25 pontos turísticos que deveriam gerar renda e resgatar a auto-estima da nossa população, no entanto, acabamos de ganhar o título de pior cidade do Brasil, entre as cidades com mais de 200 mil habitantes, em geração de renda e emprego.” Juntamos nosso lamento.
Pois é, conheço os 25 pontos turísticos mencionados por Gustavo Meirelles, pode parecer pouco mas não é, a totalidade é de profundo valor histórico, cultural e arquitetônico. Basta haver vontade política e, posso garantir, até 2016, quando acontecerá a Olimpíada no Rio de Janeiro, tudo pode estar nos trilhos do progresso social, gerando emprego para muita gente que, infelizmente, todos os dias enfrenta o infernal trânsito rodoviário para ir para outras cidades em busca do sustento de suas famílias.
Podem apostar, eu “ponho” todas as minhas fichas na mesa, eu acredito no potencial de Magé.
Henrique Luiz -Operador Turístico (Fontes: Comunicação da P. M. Magé / Internet)

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Feliz Ano Novo Brasil

Feliz ano novo Brasil
Desde 2008 que o mundo vive uma profunda crise ética, politica e financeira causada pelas trapalhadas do Presidente Busch, dos EUA. Os bancos quebram feito taças de vidro, nos EUA, na Europa e resto do mundo!
Em função disso o euro, moeda única entre 23 países da União Europeia corre o risco de desaparecer. Espanha, Grécia, Irlanda, Portugal e, mais recentemente, a Itália vão à beira do abismo, é posto em movimento uma luta titânica para salvar o euro e a própria UE.
Voltando 11 anos no tempo, busco em meus arquivos uma carta que enviei ao O Globo – seção cartas dos leitores – no dia 12 de novembro de 2000 que passo a resgatar:
“A leitura do O GLOBO, e outros veículos de jornalismo, mostra a todos nós a perplexidade que paira no planeta sobre a eleição do futuro presidente americano. Desenha-se o inicio do reinado do ultimo imperador da Roma de nossos dias. No alvorecer do século XXI tem inicio o declínio do poder imperial dos Estados Unidos da América.
O reinado do César Clinton será conhecido, num futuro não muito longe, como o ápice dos Césares norte-americanos, o reinado do próximo César será, inevitavelmente, o marco da “implosão” da supremacia total dos Estados Unidos da América no pós União Soviética.
A União Soviética, na verdade, foi um monstro inflavel; irreal embora perigoso. A historia se repete e, assim como os Césares romanos, os presidentes norte-americanos terão seu poder diminuído, lentamente é verdade, que migrará para o império da China.
Firmei esta ideia quando retornei de minha visita a Macau e Hong Kong em meados de 1998. Em conversa com um técnico de acupuntura, filho de um enfermeiro do exército português e uma médica chinesa que não acompanhou Chiang Kaishek em sua retirada para Formosa, ele me disse: – primeiro foi Hong Kong, em breve será Macau (20/12/1999) e quando o demônio americano se engalfinhar na disputa das fatias do grande bolo, (USA) o astuto Jiang Zemin tangerá o Dragão dourado até Formosa e lá será coroado como o novo César; o César dos Césares, e de lá lançará seu olhar esfuziante para o mundo que, inevitavelmente, irá curvar-se em obediente genuflexão.
Na ocasião pensei ser um sonho daquele luso-chinês no torpor da fumaça do ópio. Quem acompanha a fragmentação, interna, da política norte-americana e o dia-a-dia da política chinesa, sob a batuta do astuto Zemin, e quem viver mais dez anos, verá que, em breve, todos os caminhos levarão a Pequim !.
Petrópolis, 12 de novembro de 2.000
Henrique Alberto Silveira Luiz
Além de ter vivido mais 10 anos, a boa contagem 11 anos e um mês no momento em que apresento esta crônica, peço permissão para as seguintes notas:
O Sr. Busch, em sua arrogância e pessimamente assessorado levou seu país, e o mundo, ao caos. Baseado em mentiras e falsas informações de seu sistema de espionagem – Cia e etc. – invadiu o Iraque, com o apoio da Inglaterra, a velha e despudorada cortesã dos mares.
Onze meses depois de postar a carta acima, a 27 de outubro de 2001, publiquei artigo ( http://www.portugal-linha.pt/opinião/43.html) com o seguinte título:
O Comboio
O comboio da história vai passar. O Brasil não pode perder este comboio que vai passar agora !
EUA, Inglaterra e Rússia, entre outras “potências”, estão engalfinhadas no esfacelamento do Afeganistão, cada qual com seus motivos. Os EUA por que acreditam que precisam se ver livres de Bin Laden, um ex-aluno do terrorismo MADE IN USA, e agora é uma amarga lembrança de nebuloso passado.
A Inglaterra, velha e despudorada cortesã dos mares, nada mais quer do que, disfarçadamente feito gata que se esconde deixando a ponta da cauda de fora, vingar-se de cenário do passado quando uma porção de filhos seus, (menos um, poupado e mandado de volta para contar e história) foram degolados naquelas paragens, como punição por sua arrogância e audácia invasora.
A velha e saudosista Rússia, com sérios problemas internos (Chechénia entre outros) ainda não esqueceu seu “Vietnã” no Afeganistão e, sob a batuta do camarada Putin, ex-KGB, também quer tirar sua “casquinha” e, quem sabe, aproveitar a divisão dos despojos para se tornar parceira na exploração do petróleo, que será “amarronzado” pela mistura de sua negritude com o sangue de inocentes.
Piúúúúúíiiii – lá vem o comboio.
Em um de seus vagões viaja Osvaldo Aranha, através da vidraça olha angustiado; espera que embarque o seu Brasil ! Para os mais novos que não sabem, e para os mais velhos que já esqueceram, Osvaldo Aranha presidiu os trabalhos da ONU quando da criação do Estado de Israel. Seu trabalho incluía o direito a uma Pátria para o povo palestino, mas… (diabos que sempre existe um mas…) interesses mesquinhos abortaram seu projeto. Neste triste, e sanguinário, inicio do século XXI o mundo vê os líderes das potências unidos para esmagar um povo que, por si só, já está em frangalhos, sem pão, sem água, bombardeado impiedosamente e com gente, que não é boa gente, de olhos postos nas suas riquezas.
Está na hora de um Líder, com L maiúsculo, aparecer. Este Líder bem pode ser o Brasil de Oswaldo Aranha, do Marechal Cândido Rondon (Morrer se preciso for, matar nunca) de Rui Barbosa (o Águia de Haia) ou Chico Mendes, o pirilampo da Amazônia, entre outros pacifistas.
Mais do que nunca a Terra, já exaurida de tanto ver seus filhos mortos, exalando nauseabundo odor a sangue apodrecido, precisa de paz, e que nos respeitemos mutuamente, precisa de um Líder pacifista; é a hora e a vez de o Brasil assumir seu posto de maquinista, no comboio da história.
Henrique Alberto Silveira Luiz
Petrópolis R. J. Brasil – 27.10.2001

Passados dez anos e dois meses volto ao assunto. O mundo está às voltas sem equilíbrio de suas finanças, sabemos a que conduz esta situação: mais uma guerra ! os países produtores de armas, EUA principalmente, vão usar seu poder bélico para sairem da crise e, mais uma vez, farão sangue inocente ser derramado.
A velha Rússia do camarada Putin está às voltas com seu sistema político corrupto disfarçado de democrata. Até o Sr. Gorbachev saiu de seu estado de letargia para bradar que as eleições recentes foram uma fraude.
Há dez anos que o Comboio do futuro partiu da estação, o Brasil é, por todos, reconhecido como o país que pode salvar o mundo da atual situação; não com armas pois é Terra de paz, mas pelo exemplo de como se “levantar e sacudir a poeira” e mostrar a todos como se faz a lição de casa.
Há uma luz ao fundo do túnel, é a luz desta enorme e possante máquina chamada Brasil, poderíamos estar muito melhor não fosse a praga da corrupção que grassa desde as mais altas esferas mas … nem as estrepolias dos sete anões que este ano já foram “despejados” dos gramados da esplanada dos ministérios em Brasília, irá nos tirar as esperanças.
Feliz Ano Novo meu amado Brasil
Henrique Luiz – Cronista de Cordel

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Sua bênção Mãe

No decorrer do “rega-bofe” comemorativo do assalto ao Poder Supremo da Chefia da Nação Portuguesa, e em consequencia a imposição da República, cujo simbolo é uma mulher que, despudoradamente apresenta-se de peito desnudo, atraindo olhares embasbacados qual meretriz em esquina de rua escura em seu costumeiro trottoir, pus-me a pensar qual deveria ser o Simbolo da Mulheres – Mães e Esposas – de Portugal !

Não precisei de muito pensar e logo atinei: o Simbolo das Mulheres – Mães e Esposas – de Portugal é uma Senhora decentemente vestida, empunhando um ramo de flores e, esgrimando-o qual espada, defende bravamente seu Marido e Filhos, atacados covardemente por um bando de assassinos alucinados, hávidos pelo poder fútil !

O Simbolo das Mulheres – Mães e Esposas – de Portugal é Sua Majestade a Rainha Dona Amélia.

Sua Bênção Mãe; a Pátria Lusa Vos pede neste instante de grande angustia que vivemos. Avençoada Sejas

Henrique Alberto Silveira Luiz

Lisboa, novembro de 2010

Cronista de Cordel

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Prata da casa

Preços altos; moradia a peso d’oiro.

Dei por mim fazendo contas para tentar descobrir o porquê de uma moradia ficar tão cara em Portugal. O peso no preço tem várias fontes: desperdício de materiais, que são usados sem critério no sentido da racionalidade, por pessoas sem preparo.

Os empreiteiros, para baratear custos empregam pessoas que, além de desconhecerem ” nossas coisas” são sem preparo profissional e, por isto, aceitam trabalhar por misero salário. Não produzem qualidade, e na base do improviso … se der certo …

A imperícia no trabalho é uma praga que assola a construção civil portuguesa, mas, volto a afirmar, a ganancia de mais lucro fácil, pagando menos, leva nossos empresários a contratar pessoal inexperiente.

Quem prestar atenção numa obra verifica o que digo.

No exterior encontramos bons profissionais portugueses, lá ganham decentemente e produzem com qualidade, o que faz deles merecedores de elogios, e lá as moradias ficam mais baratas ao consumidor.

Ou acordamos enquanto é tempo ou nosso país acaba virando uma torre de Babel, onde ninguém se entende, tudo é caro e sem qualidade, neste nosso país que mais parece um mafuá !

Usemos a prata da casa ao invés da bijutaria de arribação, a arquitetura lusa espalhada mundo afora é admirada e considerada património da humanidade, isto não me deixa mentir.

Acorda Portugal !

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